A Mattera Lab surge no instante em que a matéria-prima deixa de ser insumo e passa a ser fala.
Trabalhamos no encontro. No encontro onde a madeira se encaixa com a pedra, onde o ladrilho é arranjado, onde os fragmentos viram desenhos. Cada material chega com a sua sintaxe, e a peça nasce dessa negociação.
Banco, banqueta, mesa de apoio, bandeja. Os nomes são utilitários. Os objetos não exatamente. Há um banco que sustenta um corpo e há um banco que sustenta uma ideia, e em algum ponto da execução essa distinção deixa de importar. Recusamos a dicotomia entre o que serve e o que existe por si. A peça funciona, mas ela também permanece olhando.
A marca opera como laboratório. Algumas séries nascem únicas, em parceria com artistas e galerias, e não voltam. Outras encontram sua forma e seguem em produção — designs que merecem permanecer, revisitados, disponíveis. Edição limitada quando o gesto pede. Continuidade quando o objeto se prova. Em ambos os casos, a peça é assinada antes de ser fabricada.
O tempo aparece de duas formas. No fazer, que é lento por necessidade da matéria. E na peça pronta, que entra numa casa para ficar — não como tendência, não como giro de coleção, mas como presença que atravessa décadas sem precisar se explicar.
Mattera vem de matéria. Lab, do que se faz quando ainda há pergunta.
São objetos para quem mora entre coisas que pensam.
A Coleção Sobral
A coleção de estreia nasce do encontro entre a Mattera Lab e o artista Heberth Sobral. Dele vêm os azulejos da série Fragmentos, obra original assinada. Da Mattera Lab, o desenho que faz a obra virar superfície de uso — sem virar reprodução.
São seis objetos: três bandejas, um espelho, um aparador e uma mesa lateral. Série limitada e numerada, em tiragens de 3 a 10 unidades, produção sob encomenda, uso interno, 2026.
Como comprar
Não vendemos pelo site. Tiragem curta pede conversa: escreva contando o projeto, o ambiente e o prazo, e respondemos com disponibilidade, prazo de produção e condições.